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Entre culpa, cobrança e pertencimento: psicanalista Ana Lisboa lança livro sobre o direito de ser quem se é
25/05/2026
(Foto: Reprodução) Laine Valgas entrevista Ana Lisboa, autora do livro 'O Direito de Ser Eu'
A escritora, psicanalista e terapeuta sistêmica Ana Lisboa passou por Santa Catarina durante a turnê nacional de lançamento do livro O Direito de Ser Eu, obra que vem ganhando espaço principalmente entre mulheres ao propor reflexões sobre identidade, pertencimento e saúde emocional.
Em entrevista ao g1, concedida à jornalista e especialista em Neurociências e Saúde Mental Laine Valgas, Ana falou sobre os desafios emocionais enfrentados pelas mulheres em uma sociedade marcada por cobranças, padrões e necessidade constante de validação.
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O que propõe o livro
Em O Direito de Ser Eu, Ana Lisboa conduz o leitor por reflexões sobre autoestima, autenticidade, pertencimento e liberdade emocional.
A obra é construída a partir de direitos emocionais considerados essenciais pela autora — entre eles, o direito de dizer “não”, de descansar, de mudar de ideia, de impor limites, de não se sentir culpada por escolher a si mesma e de existir sem precisar atender às expectativas externas o tempo inteiro.
O livro também propõe exercícios, perguntas reflexivas e provocações emocionais que convidam o leitor a olhar para a própria trajetória com mais consciência e menos culpa.
Segundo Ana, muitas mulheres aprenderam desde cedo a se adaptar para serem aceitas, mesmo que isso significasse abandonar partes importantes da própria identidade.
Psicanalista Ana Lisboa lança livro 'O Direito de Ser Eu'
Divulgação
Maternidade e pressão social
Durante a conversa, Ana Lisboa também falou sobre maternidade — tema que ganhou ainda mais espaço após anunciar recentemente que está grávida de uma menina.
Segundo a autora, embora ser mãe possa representar realização para muitas mulheres, também é injusto quando a sociedade transforma esse desejo em obrigação ou faz com que e asse sintam insuficientes por não serem mães.
“Muitas mulheres aprenderam a não incomodar”.
Ao longo da entrevista, Ana destacou que muitas mulheres cresceram acreditando que precisavam ser fortes o tempo inteiro, agradar constantemente e ocupar espaços sem incomodar.
De acordo com ela, esses padrões frequentemente geram sofrimento emocional, desconexão interna e sensação permanente de insuficiência.
A passagem de Ana Lisboa por Santa Catarina faz parte da série de encontros e entrevistas promovidos durante o lançamento nacional da obra, que percorre diferentes regiões do Brasil discutindo temas ligados ao universo emocional feminino, identidade e relações humanas.
Assista à entrevista completa no vídeo abrindo a reportagem.
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