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Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou família passa por audiência nesta quarta; relembre o caso
19/08/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12 e agia como criança
Amanda Maria Souza de Oliveira, a mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou uma família por mais um ano, será ouvida na audiência de instrução e julgamento do caso dela, nesta quarta-feira (19). Ela é acusada de estelionato e falsa identidade.
A mulher, que fez 38 anos em 10 de junho, foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após enganar uma família e viver como uma espécie de filha adotiva por mais de um ano (relembre o caso abaixo).
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O advogado Lúcio Sousa, que defende Amanda, afirmou que ela será ouvida à distância nesta quarta, direto do presídio. A audiência está marcada para 18h no fórum de Joinville.
Ela foi presa em 2 de junho. A defesa dela informou que vai se manifestar após a audiência. Na audiência, as partes do processo serão ouvidas (entenda abaixo).
Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos.
Arquivo Pessoal
Amanda viveu por 14 meses com família que a acolheu em Joinville
A aproximação de Amanda, que se apresentava à família sob o nome falso de Gabriele, começou de forma sutil através da intermediação de um pastor de uma igreja local.
Ela disse, inicialmente, que tinha 18 anos, experiência em panificação e que estava em busca de uma oportunidade de emprego.
Com o passar do tempo, começou a relatar graves problemas de saúde e dificuldade financeira, o que sensibilizou a família, que inclusive forneceu Mounjaro a ela, medicamento usado para perda de peso.
Depois que conseguiu conquistar a total confiança dos moradores, a mulher alterou drasticamente sua narrativa. Ela afirmou que, na verdade, tinha apenas 11 anos, alegando ainda ter sido vítima de abusos. Assim, foi convidada pelo casal para morar na casa e ganhou uma festa de aniversário dos "supostos" 12 anos, além de um quarto com decorações e brinquedos infantis.
O casal só procurou a polícia no final de maio, após a denúncia de uma tia levar à descoberta do crime. A mulher relatou as suspeitas ao pai adotivo.
A família a acolheu em casa por 14 meses, acreditando que ela tinha fugido do Pará por sofrer maus-tratos, e acabou se envolvendo emocionalmente com a "menina".
"Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família. Era uma família com boa situação financeira, então ela levava uma vida de adolescente muito boa. Durante o período em que estava com a família, ela não recebia dinheiro diretamente, mas tudo que havia de bom e do melhor ela recebia", afirmou o delegado Rodrigo Bueno Gusso.
Quais foram os passos até a audiência?
Até a marcação desta audiência de instrução e julgamento, ocorreram os seguintes passos, segundo informações da defesa da acusada:
Amanda foi presa em flagrante em 2 de junho
a Polícia Civil apresentou inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
o MPSC denunciou Amanda por estelionato e falsa identidade
o Poder Judiciário aceitou a denúncia do MP
dessa forma, o caso virou um processo criminal
os advogados de Amanda fizeram a defesa dela por escrito ao Poder Judiciário
o MP teve espaço para fazer a contestação dessa defesa, também por escrito
a defesa de Amanda teve espaço para a réplica
foi marcada a audiência para 18h de quarta em Joinville
O que vai acontecer na audiência de quarta-feira?
Na audiência, as partes do processo serão ouvidas:
a acusação, feita pelo MPSC, será ouvida
a defesa de Amanda será ouvida
Amanda será ouvida
Depois da audiência, ocorrem as alegações finais, quando acusação e defesa fazem uma última manifestação sobre as provas produzidas e apresentam os pedidos ao juiz.
Passada essa parte, o processo fica pronto para a sentença, que não deve ocorrer no mesmo dia.
E o exame de sanidade mental?
Amanda fez o exame de sanidade mental com a Polícia Científica em 26 de junho. De acordo com o advogado dela, ela também fez outro, com peritos escolhidos pela defesa.
Sousa informou que houve divergência entre os dois laudos, que tiveram diagnósticos diferentes. O estatal indicou uma doença e o da defesa, três. Os resultados, no entanto, não foram divulgados porque o processo corre em sigilo.
De acordo com o advogado, o juiz recebeu ambos os relatórios, que são considerados provas no processo e ajudarão o magistrado na decisão final, sobre a sentença.
Falsa adolescente
Reprodução